Os caboclinhos são espécies de aves passrriforme do gênero Sporophila da família Emberizidae.
Em sua maioria são migrantes e possuem hábitos semelhantes. Estão em perigo de extinção devido a perda de seu habitat natural.
O caboclinho mede cerca de 10cm de comprimento. O macho é de coloração geral canela, com um boné, asas e cauda pretos e a fêmea é marrom-olivácea nas partes superiores e branco-amarelada nas inferiores. As fêmeas dos caboclinhos em geral são muito semelhantes entre si, dificultando a identificação de cada espécie e possibilitando a mestiçagem. Os jovens apresentam a mesma coloração das fêmeas.
É localmente comum em campos com gramíneas altas, cerrados abertos e áreas pantanosas. Fora do período reprodutivo, vive em grupos, às vezes grandes, freqüentemente em meio a outras espécies que também se alimentam de sementes. Os caboclinhos em geral, na muda de penas, adquirem uma plumagem esmaecida, só voltando ao normal na muda seguinte (anterior ao período reprodutivo), assim como o tiziu (Volatina jacarina).
Presente do estuário do Rio Amazonas (Amapá, Pará) e Maranhão até o Rio Grande do Sul, incluindo a totalidade das regiões Nordeste e Sudeste, estendendo-se para oeste até Goiás e Mato Grosso.
S. zelichi é um morfo de S. palustris, porém apresenta boné cinza, similar em cor e extensão ao de S. cinnamomea; nuca e lados do pescoço brancos, formando amplo colar contínuo com o papo, também branco; dorso até supracaudais ferrugíneo-médio, de cor similar à do ventre e uropígio de S. palustris e distintamente mais clara do que o castanho-tijolo profundo que caracteriza as partes inferiores e o dorso de S. cinnamomea;
O caboclinho-de-chapéu-cinzento mede 10cm de comprimento. Os caboclinhos em geral, na muda de penas, adquirem uma plumagem esmaecida, só voltando ao normal na muda seguinte (anterior ao período reprodutivo), assim como o tiziu(Volatina jacarina). Trata-se do menor pássaro canoro nacional. As fêmeas dos caboclinhos em geral são pardas e muito semelhantes entre si, dificultando a identificação de cada espécie e possibilitando a mestiçagem. Os jovens apresentam a mesma coloração das fêmeas.
Vive em capinzais, campos limpos e campos alagáveis. A população da espécie encontra-se em declínio pela perda do habitat, situação comum também a outras espécies do gênero.
Ocorre no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás. Também ocorre na Argentina, Paraguai e Uruguai.
O caboclinho-de-barriga-vermelha mede 10 cm de comprimento. Semelhante ao caboclinho-lindo(Sporophila minuta), porém de coloração mais clara e com o azul acinzentado da cabeça somente até a altura dos olhos.
Vive em campos limpos e campos sujos, nas proximidades de áreas úmidas ou banhados. Durante o período de descanso reprodutivo, é visto em pequenos bandos associados a outros congêneres em migração.
Ocorre nos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Torna-se raro no Sudeste e Sul com a destruição de seu habitat.
O caboclinho-de-barriga-preta mede 10cm. de comprimento. Os caboclinhos, em geral, são nacionalmente reconhecidos como delicados gorjeadores, sabendo entoar melodias suaves, agradáveis, e com várias notas. As fêmeas dos caboclinhos em geral são pardas e muito semelhantes entre si, dificultando a identificação de cada espécie e possibilitando a mestiçagem. Os jovens apresentam a mesma coloração das fêmeas.
Do nordeste do Rio Grande do Sul a Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal.
O caboclinho-de-papo-branco mede 9,6 cm. de comprimento. Espécie rara e pequena. O macho imaturo apresenta manto pardo e papo “sujo” de branco. As fêmeas dos caboclinhos em geral são pardas e muito semelhantes entre si, dificultando a identificação de cada espécie e possibilitando a mestiçagem.
Ocorre nos estados do Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás e Minas Gerais
S. zelichi é um morfo de S. palustris
Apresenta boné cinza, similar em cor e extensão ao de S. cinnamomea; nuca e lados do pescoço brancos, formando amplo colar contínuo com o papo, também branco; dorso até supracaudais ferrugíneo-médio, de cor similar à do ventre e uropígio de S. palustris e distintamente mais clara do que o castanho-tijolo profundo que caracteriza as partes inferiores e o dorso de S. cinnamomea; asas escuras, com rêmiges marginadas de branco e um conspícuo espéculo da mesma cor na base das primárias; cauda cinzenta; ventre da mesma cor do dorso, com algumas manchas mais claras, pouco notáveis, no centro do peito e abdômen.
Ocorre no estado de Goiás. Porém. tudo indica que possa ocorrer no Pantanal e também no Rio Grande do Sul